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Taxas do iFood em 2026: quanto pesa de verdade e como reduzir a dependência

Por Romero Dornellas · 9 de junho de 2026 · Cardápio Digital

As taxas do iFood em 2026 continuam sendo o assunto que mais aperta o peito do dono de restaurante — e com razão. Você vende, o pedido entra, o cliente elogia... e quando você olha o repasse, sumiu um pedaço gordo do dinheiro. A pergunta não é "o iFood é vilão?". A pergunta é: quanto isso pesa de verdade no seu caixa e até quando você vai depender só dele pra vender? Bora abrir a conta sem maquiagem.

Quanto o iFood cobra em 2026 (os números reais)

Segundo o próprio iFood, hoje existem dois planos principais, e a mordida é bem diferente em cada um:

  • Plano Básico (você mesmo entrega): 12% de comissão + 3,2% de taxa de pagamento online = perto de 15,2% por pedido. Mais R$ 110 de mensalidade quando você passa de R$ 1.800 em vendas no mês.
  • Plano Entrega (entregador parceiro do iFood): 23% de comissão + 3,5% de taxa de pagamento online = perto de 26,5% por pedido. Mais R$ 150 de mensalidade acima de R$ 1.800/mês.

E ainda tem os planos de mais visibilidade (tipo Ultraboost), que conforme categoria, cidade e renegociação podem passar de 30%.

Traduzindo pra realidade do balcão: num pedido de R$ 100 no Plano Entrega, você entrega quase R$ 26 a R$ 30 pro app antes de pagar insumo, gás, funcionário e o seu pró-labore. Não é o fim do mundo — mas é dinheiro que não volta. Para o dedo aqui e faça essa conta com o seu ticket médio. Dói? Então segue lendo.

O problema não é a taxa. É a dependência.

Pagar comissão por venda que o app te trouxe é justo — ele te deu vitrine. O buraco mesmo é quando o iFood é o único lugar onde você vende. Aí você virou refém: o app sobe a taxa, muda a regra, te empurra pra um plano mais caro... e você não tem pra onde correr, porque a sua única "esteira de pedido" é a dele.

Quem depende 100% de iFood não tem negócio próprio — tem um ponto de venda alugado dentro do app dos outros. E aluguel, todo mundo sabe, só sobe.

A jogada não é "sair do iFood". É diluir. Cada pedido que você consegue trazer por canal próprio é um pedido com taxa muito menor (ou zero de comissão) e, principalmente, é um cliente que vira seu, com nome e telefone na sua mão.

Como reduzir a dependência (o caminho que mexe o ponteiro)

Não existe botão mágico. Existe construir, tijolo por tijolo, os canais que são seus. Põe a mão na massa nessa ordem:

1. Cardápio digital próprio que vende sozinho. Esse é o pilar. Um cardápio digital que vende com foto que dá água na boca, descrição que convence e checkout fácil tira o pedido do app e traz pro seu canal — com comissão lá embaixo. É a base de tudo: sem cardápio próprio decente, todo o resto vaza de volta pro iFood.

2. Cliente fidelizado no seu CRM. Quem pediu uma vez tem que voltar a pedir — direto com você. Montar um CRM pro seu restaurante é guardar o contato de cada cliente e ter motivo pra chamar ele de volta sem pagar comissão de novo.

3. Oferta que puxa o cliente pro canal próprio. Combo, brinde, frete grátis no pedido direto — ofertas pro seu restaurante bem feitas dão ao cliente um motivo real pra fugir do app e pedir com você.

4. Rede social trabalhando de graça pra você. Sua rede social pro restaurante é a vitrine que o iFood não te dá: ela cria desejo, mostra os bastidores e manda o cliente direto pro seu link. E quando você quer acelerar, tráfego pago pro restaurante coloca seu cardápio na frente de quem tá com fome agora — pagando pro Meta, não 30% pro app.

A meta não é zerar o iFood amanhã. É, daqui a alguns meses, olhar o repasse e ver que boa parte do seu faturamento já entra por canal próprio — e o app virou só mais uma fonte, não a sua tábua de salvação.

Antes de mais nada: saiba de onde vem cada real

A maioria dos donos não sabe, hoje, qual fatia do faturamento vem do iFood e qual já é canal próprio. E quem não mede, não decide — só reza pra taxa não subir.

Se você quer parar de ser refém e começar a construir os canais que são seus, o primeiro passo é enxergar a foto completa do seu negócio. Faça o diagnóstico gratuito aqui — a gente mapeia de onde vem seu pedido hoje e te mostra, na prática, onde tá o vazamento e por onde começar a tapar.


Fonte: taxas, comissões e mensalidades dos planos vigentes conforme o iFood — Blog para Parceiros: "Taxas do iFood" e o panorama 2026 consolidado no Guia de taxas iFood 2026 — Brendi (acessos em jun/2026). Valores variam por categoria, cidade, plano e renegociação contratual — confira sempre as condições atualizadas na área financeira do seu Portal do Parceiro iFood, que é a fonte oficial do seu contrato.

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